domingo, 29 de agosto de 2010

O Vestidinho Rosa



Havia uma menina sentada sozinha num parque.
Todos passavam por ela e nunca paravam para ver porque ela parecia tão triste.
De vestidinho rosa, descalça e suja, a menina ficava lá sentada vendo as pessoas passarem.
Ela nem tentava falar.
Ela nunca dizia uma só palavra.
Muitas pessoas passavam por ela, mas ninguém parava.

No dia seguinte que a vi eu decidi voltar àquele parque curioso para ver se a menina ainda estaria lá.
Ela estava lá, sim, no mesmo lugar onde estava ontem e continuava com o mesmo olhar triste nos olhos.

Hoje eu iria me mexer e chegar até ela.
Um parque cheio de gente estranha, todos nós sabemos, não é um lugar apropriado para uma menininha ficar sozinha.
Assim que me aproximei pude ver as costas de seu vestidinho.
Era todo deformado.
Achei que era por isso que as pessoas passavam por ela e não faziam nenhum esforço para falar com ela. As deformidades podem ser motivo para um golpe baixo e, Deus me livre se você parar para ajudar alguém que parece diferente.

Aproximando-me mais um pouco, a menininha baixou os olhos suavemente, evitando o meu olhar.
Assim que cheguei bem perto, eu pude ver melhor o formato da suas costas.
Ela tinha uma corcunda muito feia.
Eu sorri para que ela visse que estava tudo bem, que eu queria ajudar e conversar.
Sentei ao seu lado e comecei a conversa com um simples “Oi”.
A menina pareceu chocada e balbuciou um “oi”, depois de me olhar diretamente nos olhos.
Eu sorri e ela sorriu timidamente em resposta.
Nós conversamos até o cair da noite e até o parque ficar vazio.
Eu perguntei a ela porque estava tão triste.
Ela me olhou com um rosto tristonho e disse: “Porque eu sou diferente”.
Imediatamente eu disse: “Claro que é!” e sorri.
A menina reagiu ainda mais triste e disse, “eu sei”.
“Menina”, eu disse, “você me faz lembrar um anjo, doce e inocente”.
Ela me olhou e sorriu então ela ficou de pé devagar e disse, “você acha?”.
“Claro, você é como um anjinho guardião enviado aqui para ficar protegendo as pessoas que passam”.
Ela balançou a cabecinha como concordando e sorriu.
Depois disso, ela abriu seu vestidinho rosa e deixou à mostra lindas asas se abrindo, e disse então “Eu sou”.
“Eu sou seu anjo guardião”, com brilho nos olhos.
Fiquei sem palavras, é claro que eu estava vendo coisas!
Ela disse, “pela primeira vez na sua vida você pensou em alguém que não fosse você.
Meu trabalho aqui está completo”.
Levantei-me e disse, “espera um pouco, por que ninguém parou para ajudar a um anjo?”.
Ela me olhou sorrindo e disse, “você é o único que consegue me ver”, e daí ela foi embora.
Minha vida mudou completamente desde então.


Portanto, quando você pensar que você é o único ser do mundo, lembre-se,
seu anjo está sempre te guardando.


Sejamos a PAZ que desejamos ao Mundo!

Yasmine Amar

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A importância da Respiração



A respiração é um processo natural do corpo, porem é muito mais complexo do que podemos imaginar.

O uso da respiração deve ser efetuado com atenção, pois é pela respiração que levamos força vital para todo nosso corpo. Quanto mais profunda e mais completa for a respiração, mais vitalizados e saudáveis nos sentiremos.

  Para que tanto cuidado?

 Explico mulheres, que a respiração profunda irá equilibrar todo o nosso sistema nervoso e todo nosso corpo, sendo possível afirmar que é impossível ficar com raiva ou triste se estiver efetuando corretamente essa prática, equilibrando assim, as emoções.
Por isso a importância de sabermos utilizar corretamente a respiração, principalmente quando dançamos e quando estamos preparando nosso corpo para a dança, momento em que devemos deixar o stress do dia  a dia para traz e voltarmos aos nossos sentimentos, ao nosso corpo, para assim, nos transformamos da mais sublime criatura durante a dança.

Por que é importante?

Uma respiração equilibrada cria ou mantém um veículo físico equilibrado através da equalização dos lados esquerdo e direito do corpo, do cérebro e do sistema nervoso. O fluxo estável de oxigênio simplesmente limpa de obstruções, fixações ou bloqueios que possam existir na mente, nos sentimentos e no próprio corpo. Após alguns minutos de respiração equilibrada, você se sente mais relaxado, e portanto, mais receptivo às percepções mais refinadas. 

Devo informar a importância e o propósito das diversas formas de respiração. A respiração através da boca e aquela através do nariz. Os sufis têm um sistema de respiração segundo os elementos. Cada tipo de respiração provocará o sentimento e a integração daquele elemento dentro do corpo. Por exemplo: a respiração (inspiração e expiração) através do nariz, intensificará a purificação do elemento terra. A respiração  pela boca, intensificará a experiência do elemento ar. A inspiração através do nariz e a expiração pela boca produzirá um sentimento de água e a inspiração pela boca e expiração pelo nariz intensificará o fluxo do fogo através do corpo. Deste modo, o indivíduo se torna capaz de equilibrar seu corpo e transmutar estados emocionais em estados positivos equilibrados de harmonia e criatividade.

Do mesmo modo que as Linhas de Força servem como veículos para a energia e para a Luz, a respiração serve como condutor do fogo sagrado da respiração da Divindade. A respiração contém vida - fogo e luz. Também conduz as qualidades do indivíduo. A respiração é um condutor que serve para transferir energias de todos os tipo, bem como para firmar e para despertar. Quando a respiração é, posteriormente, impregnada com som e conscientemente dirigida, seu alcance é ainda maior. É pro isso que a palavra falada é um instrumento tão poderoso.

Espero que tenham gostado, e aprendido um pouco mais sobre este poderoso mecanismo do nosso corpo.

Que a Luz esteja sempre conosco,

Paz Profunda,

Shams el Amar.

(Este conteúdo foi extraído do livro Alquimia Interior, de Zulma Reyo, editora Ground, 5ª edição). 

O Poder do Círculo de Mulheres


Fazer parte de um grupo de mulheres é um grande compromisso com a vida, é um ato de coragem e de amor. Conhecer os segredos da vida, as vozes do inconsciente, o canto das fadas e o encanto dos seres do mundo paralelo são uma nova forma de viver, de envolver-se e de amar,  as mulheres reunidas em Círculos igualitários com um centro espiritual, podem transformar seu mundo pessoal e até o Mundo através do apoio mútuo, para que elas possam confiar e colocar em prática os seus princípios femininos de nutrição, apoio e conexão.

Os círculos fortalecem um vínculo afetivo capaz de despertar a beleza e a verdade, a criatividade e a espiritualidade. É uma forma arquetípica que parece familiar à psique da maioria das mulheres. Ele é pessoal e igualitário

De acordo com ‘Jean Shinoda Bolen ' em o Milionésimo Círculo, quando um Círculo de mulheres está centrado, ele forma uma roda ou uma Mandala invisível'. O círculo reúne-se como que ao redor de um fogo sagrado no centro de uma lareira redonda. O centro é o que torna o Círculo especial ou sagrado. O centro invisível, como fonte de energia, compaixão e sabedoria. No círculo, como na vida, as mais valiosas lições surgem do fato de termos feito o melhor nas circunstâncias mais difíceis'.


O Círculo também é um dos símbolos associados à Deusa e ao feminino. Representa os muitos ciclos da vida e nós, mulheres, carregamos em nosso corpo todas as Luas, todos os ciclos, o poder do renascimento e da morte. Sendo assim, este arquétipo está diretamente ligado à mulher. No México, diz-se que as mulheres têm a Luz de La vida. Essa luz está localizada, não no coração da mulher, não atrás de seus olhos, mas em los ovários, onde todas as sementes estão armazenadas antes mesmo que ela nasça.


“Se a lua habita no seu coração e você sente o convite do mistério como um canto de sereia, irresistível e belo, vem, solta seus pés como uma dançarina, abre um sorriso para a vida, use seus braços como asas de uma borboleta e voe para o sonho"...





Porque um Círculo de Mulheres?

Mulheres são tecelãs
Tecem sonhos com fios de lágrimas...
Mulheres são tecelãs.
Tecem vidas em suas barrigas
Com esperanças e alegrias infantis.
Mulheres são feiticeiras.
Inventam magias e encantamentos.
E atraem e cativam com um simples olhar.
Mulheres são meninas.
Acreditam em príncipes e finais felizes.
Mulheres são guerreiras
Enfrentam a luta com galhardia.
E não esmorecem mesmo quando cansadas.
Mulheres são sabias.
Trazem em si toda a sabedoria do mundo.
o repartir entre os filhos,o pão,o carinho e o
próprio tempo.
Mulheres são especiais.
Mulheres são seres próximos dos Deuses.
Mulheres são mães.
A mais perfeita tradução do mistério da eternidade da alma.

(Rita Licks)

Com Carinho,

Nefer El Amar
A Deusa que habita em mim acolhe a Deusa que habita em Ti.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Informações Básicas Sobre Chacras

   Chacra é uma palavra sânscrita que denota círculo e movimento, é centro de força, existente em todos os seres humanos, que capta, transforma e distribui as diversas freqüências de Energia. Os chacras são as ligações de transformação entre a energia do ser humano e a do universo. É pelos chacras que a energia cósmica penetra no corpo, pois absorvem a Energia (Chi, Ki, Prana, etc) processam esta energia, enviando a mesma para o sistema nervoso, para as glândulas endócrinas e depois para o sangue.
Os chacras são centros psíquicos que estão sempre ativos em nosso corpo, não importa se temos ou não consciência deles. Estes são fontes de saúde e vitalidade. Entretanto, aqueles que tem a consciência destes centros psíquicos saberão como dirigir conscientemente a energia vital em seu corpo tornando-se mais receptivo e capaz de percepções mais sutis, isto, estabelecerá uma comunicação direta entre o nível físico e o nível astral, possibilitando o despertar e o desenvolvimento de suas faculdades latentes.        
A escritora e terapeuta corporal Matilde Cavalvante, em seu livro “O Corpo Essencial”, subdivide as funções dos chacras da seguinte forma, a primeira é a absorção e distribuição do prana no corpo etérico, na sequência, ao corpo físico, que manterá a sua vitalidade. A segunda, consiste em trazer a consciência física a qualidade inerente ao centro astral correspondente, servindo de ligação entre a consciência exterior e a consciência interior. Por fim, a outra função é a de transmitir as energias, ordenando as várias atividades fisiológicas e mentais de cada região.
São sete os chacras, são eles:
 1º.) Chacra Básico: está relacionado com a energia física e com a vida na realidade física. Ele governa a consciência e o subconsciente. Ele é responsável pela Absorção da energia da terra, pelo estímulo direto da energia no corpo na circulação do sangue, trabalha os medos e o ancoramento no plano físico. Localiza-se na base da coluna. Por ser o primeiro chacra, quando bloqueado, a maior parte da energia vital também fica. O problema principal da criança e do adulto que atua segundo as motivações deste chacra é a conduta violenta baseada na insegurança.
Som Básico: LAM – este se produz colocando os lábios em forma quadrada e a língua contra o palato. Sua vibração ajuda a criar um conduto com o fim de facilitar o fluxo de energia.
Elemento: Terra
Glândula: supra-renais
Cor: vermelho
Pedras: Rubi, Quartzo Vermelho, Granada, Hematita, Jaspe Vermelho   

2º.) Chacra Sexual ou Sacral: este chacra rege a atividade do sistema reprodutor, tem como aspecto a procriação, a família e a fantasia. É neste segunda chacra que a inspiração para criar aflora, portanto, quando centramos neste adquirimos a capacidade de utilizar a energia criativa para elevar-se às mais belas artes e às relações mais puras com os demais. É responsável pela irrigação energética dos órgãos sexuais e da nossa criatividade. Localiza-se no baixo ventre. Podemos destruir paixões humanas como a luxúria, a cólera, o orgulho, a avareza, a paixão, a inveja, que nascem do ego, quando trabalhamos este chacra. Quando o chacra aberto sentimos o nosso poder sexual ativo, contrário se bloqueado. Ao contrário do primeiro chacra, a criança não estará só e nem na defensiva, mas irá se contatar fisicamente com sua família e amigos. A sexualidade está ligado com a força da vida.
Som Básico: VANG
Elemento: Água
Glândula: gônadas  (glândulas supra-renais, testículos e ovários)
Cor: laranja
Pedras: Calcita Laranja, Cornalina, Coral, Crocoíta, Opala de Fogo.

3º.) Chacra Umbilical: é responsável pela irrigação energética do sistema digestório. É considerado o Chacra das emoções inferiores. Localiza-se no plexo solar. A motivação da energia deste chacra impulsiona a pessoas a desenvolver seu ego, a sua indentidade com o mundo, a pessoa dominada por este chacra se esforçará por ter o seu poder pessoal reconhecido. Quando o equlíbrio deste chacra é o serviço desinteressado, isto é, servir sem desejo de recompensa. Ao trabalhar sobre este chacra poderemos compreender a fisiologia, o funcionamento interno do corpo e o papel das glândulas em relação com as emoções humanas. A concentração sobre o umbigo tem-se o controle sobre a fala e se pode expressar melhor as idéias e desenvolve-se a capacidade de mando e de organização.
Som Básico: RANG – se produz formando um triângulo com os lábios e colocando a língua contra o palato, devendo concentrar-se no umbigo. A reprodução deste som a capacidade digestiva aumenta, bem como o poder de assimilação e de absorção. Traz longevidade, objetivo principal das pessoas motivadas por este chacra.
Elemento: Fogo
Glândula: pâncreas
Cor: amarelo
Pedras: Citrino, Enxofre, Âmbar, Topázio Imperial, Calcita Amarela.

4º.) Chacra Cardíaco: é responsável pela irrigação energética do coração. É considerado o canal de movimento dos sentimentos. Localiza-se  no Coração. É através deste centro que o ser humano aprende a irradiar, no mundo que ele habita, a energia do amor proveniente da alma. Este chacra governa os sentimentos mais elevados, é a força motivadora quando alguém se esforça para conseguir equilíbrio em todos os níveis. Na evolução do deste chacra a pessoa se torna dona de seu próprio ser, adquirindo sabedoria e força interior. As energias masculinas e femininas se equilibram. A pessoas centrada neste chacra evolui além dos limites circunstanciais e do ambiente para tornar-se independente e emanar de si mesmo, portanto, se torna fonte de inspiração para os outros, que encontram paz e calma em sua presença. Dele emana o amor universal.
Som Básico: YAM(YANG) – quando se produz a língua fica livre dentro da boca, o coração vibra e se abre, ascende sem limitações, um fluxo de energia. Este som controla o prana e a respiração.
Elemento: Ar
Glândula: timo
Cor: verde e rosa
Pedras: Quartzo Verde, Calcita Verde, Turmalina Verde, Malaquita, Quartzo Rosa, Calcita Rosa, Turmalina Rosa, Rodocrosita

5º.) Chacra Laríngeo: é responsável pela irrigação energética da boca, garganta e órgãos respiratórios. Evoluindo através deste chacra a pessoa se torna dono de todo o seu ser. Quando se trabalha sobre este chacra alcançamos o conhecimento completo do universo e paz de espírito. Todos os elementos se transmutam em sua essência refinada, em sua manifestação mais pura. Localiza-se na garganta.
Som Básico: HANG – o som se produz formando um O com os lábios e impulsionando o ar a partir da garganta para fora. A atenção deve ser dirigida para a parte inferior do pescoço.
Elemento: Éter
Glândula: tireóide.
Cor: azul celeste.
Pedras: Topázio Azul, Turquesa, Calcita Azul, Quartzo Azul, Angelita.

6º.) Chacra Frontal: é responsável  pela irrigação energética dos olhos. Localiza-se na fronte/testa. Este chacra desperta os poderes supranaturais e a inteligência pura, ativa a imaginação e o idealismo, governa o pensamento, a vontade e a visão. Este chacra abrange o plano da consciência, o plano da neutralidade, o plano solar, o plano da austeridade, o plano da violência, o plano terreno, o plano líquido e o plano da devolução espiritual. O terceiro olho é a consciência, e os dois olhos físicos vemos o passado e o presente, porém, aquele revela a percepção do futuro. Sob a influencia deste chacra podemos controlar todos os centros nervosos e obter uma força espiritual, um saber e uma força de vontade extraordinária. A intuição se desenvolve, aumenta a capacidade para visualizar e compreender conceitos.
Som Básico: AIM
Elemento: Luz
Glândula: hipófise
Cor: azul índigo
Pedras: Sodalita, Safira Azul, Lápis Lazuli, Turmalina Azul, Azurita

7º.) Chacra Coronário: é responsável pela irrigação energética do cérebro. Localiza-se no topo da cabeça. Está associado à consciência transparente e à interação da personalidade total com a vida e os aspectos espirituais, à união cósmica, às iluminações e às instituições supramentais Quando está fechado este chacra é provável que a pessoa não esteja conectada com a sua espiritualidade, assim não entenderá as pessoas que falam de suas experiências espirituais. Quando aberto, a pessoa experimenta a sua espiritualidade de várias formas, num sentido ético e individual. É um estado de ser, um estado de transcendência da realidade do mundo ao infinito. A pessoa encontra a paz e a confiança em si mesma, dando um sentido mais elevado à sua existência.
Som Básico: AUM ou OM
Glândula: pineal
Cor: violeta, dourado e branco
Pedras: Cristal de Quartzo, Diamante, Topázio Incolor, Ametista, Charoíta, Fluorita, Pirita, Calcita Dourada, Ametrino.
De acordo com a Terapeuta Naturista Solange Gardesani Luz, trabalhando o equilíbrio dos Chacras através de exercícios bioenergéticos, visualizando cores e a utilizando Cristais favoreceremos o bom funcionamento e conseqüente o equilíbrio do físico, emocional, mental, e espiritual. 
Existem diversas maneiras de energizar esses vórtices de energia e uma delas é com as cores. Elas funcionam como um estímulo para nosso corpo. “Você pode imaginar cada Chacra pulsando em sua cor, comece pelo Básico (localizado na base da coluna) e vá subindo até o Coronário (no topo da cabeça), pulse 5 minutos luz colorida em cada Chacra e finalize pulsando todos ao mesmo tempo por mais 5 minutos”, ensina Solange.  
Outra forma de manter nossos Chacras em ordem é através do uso de Cristais, que são amplificadores e condutores de Energia, favorecendo o nosso equilíbrio. “Podemos usar as Pedras sobre o corpo, coloque os Cristais onde estão localizados Chacras. Use se possível para cada Chacra um Cristal na cor daquele Chacra. Coloque uma música suave e agradável, deite-se e coloque os Cristais. Fique pelo menos 30 minutos em conexão com os Cristais e perceba o quanto eles colaboram para a sua melhoria de vida”, explica. 
“Quando utilizamos os Cristais sobre o corpo físico, principalmente onde estão localizados os Chacras, ou mesmo quando fazemos exercícios de visualização com cores, nos permitimos ter um tempo só para nós, começamos a nos conhecer melhor e passamos a utilizar mais e melhor os instrumentos como os Cristais e as Cores a nosso favor, com intenção e discernimento, colaborando assim para o nosso equilíbrio físico, emocional, mental e espiritual”, conclui Solange.

Com Amor...

Paz Eterna e Profunda...

Crys Rios


As Vivências do Feminino através da Dança do Ventre

Muitas pessoas buscam a dança do ventre como lazer, entretenimento ou mesmo como exercício físico. Algumas mulheres a buscam a flexibilidade que a prática dessa dança propicia ao corpo ou mesmo a sensualidade. Na verdade, são apenas razões conscientes.  A busca verdadeira pela prática desta dança está no inconsicente das mulheres: busca pelo feminino.

Muitas fogem da profundidade de seus significados, ficand na superficialidade, perdendo-se nesse ofuscante mundo de brilhos, maquiagens, cabelos e lantejoulas. Ficam na superfície por medo mesmo de mergulhar no conteúdo mais significativo: seu próprio corpo.

Outras, buscam uma linguagem demasiadamente técnica, recheando sua dança de motivos pra ficar no mental e distanciar-se do conteúdo emocional, insconsciente, desconhecido que tanto as atrai e, ao mesmo tempo , assusta.

Esse é o quadro que vejo nas maioria das praticantes de dança do ventre, com crescente número de exceções, bastane felizmente.

Mas, quando desenvolvi o primeiro estudo com mulheres tratando de cancer (e outras doenças degenerativas) em 2004/2005 , simplesmente conheci mulheres sem máscaras, intensas. Para elas, não havia cansaço nem dificuldades. Para elas, não haviam limites.  A entrega era absouta. A vontade de sentir seu corpo e ir muito além deles era plena, quase voraz, Overdadeiro arquetipo da "loba" de que tanto nos referimos neste círculo de mulheres. Aquela que busca o instintivo, o selvagem, original.

Ao deparar-se com uma dança originária de uma época longínqua em que a Dança era considerada como a mais alta forma de expressão da nossa espiritualidade na busca de comunhão com o Divino, uma parte da jornada da Vida, celebrando as estações e os ritmos cíclicos do ano e até os ritmos das nossas vidas pessoais, essas mulheres podem experimentar a sensação de estar entrando numa diferente dimensão da realidade.

E é quando os conteúdos do incosciente afloram.

Para trabalharmos e vivenciarmos uma dança repleta de sentido é necessário mergulhar em seus simbolos epermitir que os movimentos contemplem demaneira harmoniosa partes do corpo associadas aos centros de energia -os chakras.

Essa movimentação, em especial  nesse grupo onde a dança é vista como ferramenta terapêutica, deve ser planejada de forma equilibrada.

Cada centro de energia deve ser movimentado. Quando estimulamos através da Dança, uma região em detrimento das outras, ocorrem desequilíbrios.

A depressão, por exemplo, é um desequilíbrio associado ao fluxo de energia bloqueado no chakra anahata (na região do peito). Movimentos de vibração na região ativam emovimentos ondulatórios - como a figura do infinito executada no busto, o circulo -  possibilitam o fluir dessa energia.  Todo trabalho de braços e mãos faz com esse energia circule. É nesse chakra, Anahata para a cultura yogue, que sentimentos como rancor, mágoa, decepção, fazem minar esse campo de energia. É dos chamados "buracos de energia, que surgem as doenças físicas.  Muitas vezes, a pessoa já trazemseu perispírito esse "furo", de outras existências e precisa reequilibrar antes que o corpo físico padeçapelo desequilíbrio.

No tratamento de cancer de mama, durante a quimioterapia e a radioterapia, a paciente necessita reequilibrar todo o corpo.  Uma paciente que submeteu-se a uma mastectomia,precisa reconstituir todo co corpo de energia do Anahata Chakra, para não adoecer novamente. É aí que entram os movimentos da dança do ventre. Executados com consciência corporal (ou seja, numa velocidade que permita sentir cada parte do corpo), com uma respiração profunda e cadenciada e num número de repetições suficientes para sentir a estimulação.

Exercícios como o "cambré"são bastante aconselhados após a recuperação cirúrgicaeantes mesmo da execução da cirurgia.

O plexo solar - aquela região onde localiza-se o músculo diafragma - onde sentimos aquele "frio no estômago" antes de dançar é a região que está associada à ansiedade, ao medo.

Há uma extensa literatura sobre chakras e pretendo elencar algumas boas referências neste post. Toda bailarina, toda professora deveria ter profudno conhecimento sobre este assunto. Se assim fosse, além de obter harmonia corporal através dos movimentos da dança, não existiriam tantas bailarinas com crises de estrelismo, com ego completamente afetado pelo excesso de estimulo dos três primeiros chakras (devido ao exceço de quadril em sua dança) em detrimento de braços, mãos, giros e giros de cabeça.

O giro em especial, ogiro oriental e o giro suffi é o movimento que possibilita à bailarina a expansão, permite trabalhar o chakra cononário que é a ligação com o espiritual,o divino.

Enfim, cada chakra abrnage uma região de nosso corpo.

A dança é um veículo de acesso a esses centros. Mas é como todo medicamento, quando utilizado sem orientação pode intoxicar. É preciso equilibrio, sempre!


Dançamos para celebrar a vida! Dançamos parasentir pulsar em nós o feminino!

Sejamos LUZ

Yasmine Amar


Bibliografia recomendada:

Alquimia Interior
Esse livro é bastante completo; foi indicado por uma das componentes do nosso círculo, a Larissa

Descrição


O livro "Alquimia Interior" de Zulma Reyo é uma exploração passo a passo através dos mundos interiores da vibração energética e da energia.

Os métodos são muitos e cobrem vários aspectos do desenvolvimento humano. Abordam visualização, equilíbrio energético, sintonia com o cristal, intuição dirigida, o som, práticas e movimentos respiratórios, defesa psíquica e cura alquímica.

Um livro profundamente transformador.

Sumário

Apresentação, por Luís Pellegríni, 11Prefácio, 15Prefácio à 6a edição, 17

INTRODUÇÃO, 19 Visão Geral, 19 Meditação Inicial, 43 A ANATOMIA ENERGÉTICA DO CORPO HUMANO, 47Os Sete Raios, 57Os Sete Corpos, 65Os Chakras, 75Linhas de Força, 99Respiração, 109Revisão, 115 AS FACULDADES HUMANAS, 119 O Poder do Sentimento, 119Meditação para Harmonizar as Emoções e Gerar Sentimentos, 124Meditação para o Equilíbrio Espiritual, 135 O Poder do Pensamento, 139Meditação sobre a Sabedoria, 151Meditação para Unir Coração e Mente, 152Meditação para Estimular o Cérebro, 152Meditação para Purificar a Mente, 153 O Poder da Palavra Falada, 155 O Murmúrio, 159Procedimentos Protetores, 165 A Natureza da Influência Negativa, 185 Procedimentos da Meditação Alquímica Básica (Revisão), 195 Um Exemplo de Meditação Utilizando a Cor, 199

AS FACULDADES ESPIRITUAIS E AINTERDIMENSIONALIDADE, 203Introdução à Interdimensionalidade, 203

Meditação sobre a Realidade de Níveis Múltiplos, 207 Interdimensionalidade, 211Calibragens, 214 As Doze Dimensões da Consciência, 221Meditação Espiral, 233E o Lihum, 235Atividades Interdimensionais, 237 Corpos Interdimensionais da Consciência, 245 Espírito, 265Meditação, 266A Iluminação é sua Natureza, 267

ALQUIMIA EM NOSSAS VIDAS, 269 Higiene Esotérica e Proteção Espiritual, 269Espirais Douradas e Círculos Azuis, 279Sah-Vay, 281 A Alquimia e as Relações Humanas, 283O Eu Arco-f ris, 307 Morte: A Alquimia Final, 311 Vida de Sonhos, 325Permissão para Lembrar-se dos Sonhos, 333O Ajuste Perfeito do Corpo de Sonho, 334 Conclusões, 337

Posfácio, 343índice Geral, 348índice específico de meditações e visualizações, 350índice das Ilustrações, 350



O livro que eu recomendei que fosse estudado pelo círculo foi "O Corpo Essencial: Trabalho corporal integrado para o desenvolvimento de uma nova consciência" de Matilde Cavalcante, editora Rosa dos Tempos. É um livro sobre Dança Holística.

OS POETAS DE POEMAS MÍSTICOS DO ORIENTE

"A poesia é conhecimento, salvação, poder, abandono. Operação capaz de transformar o mundo, a atividade poética é revolucionária por natureza; exercício espiritual é um método de libertação interior. A poesia revela este mundo; cria outro."


 Gibran Khalil Gibran

Nascido em 1883 em Bsharre, aldeia montanhosa no Norte do Líbano, Gibran Khalil Ginran tomou contato, na infância, com o pensamento dos filósofos da idade de ouro da cultura árabe e com o cristianismo, ao estudar num colégio de padres maronitas em Beirute. Mas aos 11 anos, migrou com a mãe e os irmãos para os Estados Unidos. Ainda adolescente, começou a desenvolver aptidão para a pintura e a literatura. Aprendeu rapidamente o Inglês e começou a escrever para jornais da comunidade sírio-libanesa radicada nos EUA.


Entre 1903 a 1904, Gibran perdeu a irmã Sultana, o irmão Boutros e a mãe, todos por enfermidades. A sucessão de tragédias familiares em um espaço tão pequeno de tempo marcaria profundamente sua personalidade. Mais do que nunca, Gibran atirou-se inteiramente ao trabalho artístico.


Em 1904, conseguiu realizar sua primeira exposição de pinturas e desenhos em Boston e conheceu Mary Haskell, diretora e proprietária de uma escola local, que passou a custear seus estudos de arte em Paris (1908 a 1910). Seu primeiro trabalho literário de importância foi publicado em 1906, um volume de contos: Ninfas dos Vales, redigido em árabe. O tema básico girava em torno de críticas ao papel da religião na sociedade e colocava-se contra as leis orientais. Friderich Nietzsche foi influência importante no pensamento de Khalil Gibran.

O mais célebre trabalho de Gibran, O Profeta (1923), é visto por muitos estudiosos como um paralelo proposital da obra de Nietzsche, Assim Falou Zaratustra. O Profeta tornou Gibran conhecido no mundo inteiro. Como em Zaratustra, O Profeta de Gibran procura dar um aspecto divino à condição humana, em vez de buscar a divindade no exterior do indivíduo.

Gibran morreu em Nova Iorque, em 1931, acreditando na missão mística da criação artística. “Através de meu trabalho, haverá algumas pessoas que poderão se libertar de todos os grilhões do passado. Aqueles capazes de suportar a vida de hoje são relativamente poucos, mas são os mais fortes. Se eu puder abrir o coração humano, não terei vivido em vão”.





Jalal al-Din Mohammad Ibn Mohammad Ibn Mohammad Ibn Husain Al Rumi

Um dos mais expressivos poetas sufis, nasceu em 1207, em Balkh (atual Afeganistão). Jalal al-Din Mohammed Ibn Mohammed ibn Hussain al-Balkhi Rumi era filho de um sábio religioso. Aos 25 anos, foi enviado para a cidade de Aleppo, para o ensino superior e, mais tarde, para Damasco. Continuou com sua educação até o 40 anos e, após a morte do pai, sucedeu-o como professor. Rumi tornou-se famoso por sua introspecção mística, seu conhecimento religioso e sua poesia.

Em 1244, Rumi encontrou Shams de Tabriz, que se tornou seu mestre espiritual. Shams de Tabriz tinha então 60 anos de idade e havia oferecido a Deus, segundo dizem, sua própria vida em troca do encontro com um de seus santos.


Shams e Rumi permaneceram juntos até 1247, quando Shams desapareceu. Há versões de que tenha sido assassinados por discípulos de Rumi, ciumentos da ascendência que ele exercia sobre seu mestre. Inconsolável, Rumi escreveu Poemas Místicos em homenagem a Shams. O livro é uma compilação de poemas de amor e de luto. Também em homenagem ao mestre, criou a dança cósmica, o sama, praticada pela ordem sufi Mevlevi. Morreu em 1273, em Konya, local que se tornou sagrado para os dançarinos dervixes.


Era um erudito professor de teologia, zeloso nos exercícios espirituais. Tudo mudou quando se encontrou com a figura misteriosa e fascinante do monge errante Shams de Tabriz. Como se diz na tradição sufi, foi "um encontro entre dois oceanos". Esse mestre misterioso iniciou Rumi na experiência mística do amor. Seu reconhecimento foi tão grande que lhe dedicou todo um livro com 3.230 versos o Divan de Shams de Tabriz. Divan significa coleção de poemas.


Tornou-se famoso por sua introspecção mística, seu conhecimento religioso e como um poeta, ensinava um número grande de pupilos em sua Madrasah e também fundou a famosa Ordem Maulvi em Tasawwuf. Morreu em 1273 em Konya, que subseqüentemente tornou-se um lugar sagrado para os dançarinos dervixes da Ordem Maulvi.


A efusão do amor em Rumi é tão avassaladora que abraça tudo, o universo, a natureza, as pessoas e principalmente Deus. No fundo trata-se do único movimento do amor que não conhece divisões, mas que enlaça todas as coisas numa unidade última e radical tão bem expressa no poema Eu sou Tu: "Tu, que conheces Jalal ud-Din (nome de Rumi). Tu, o Um em tudo, diz quem sou. Diz: eu sou Tu". “Ou o outro: De mim não resta senão um nome, tudo o resto é Ele".


Essa experiência de união amorosa foi tão inspiradora que fez Rumi produzir uma obra de 40.00 versos. Famosos são o Masnavi (poemas de cunho reflexivo-teológico), Rubai-yat (Canção de amor por Deus) e o já citado Divan de Tabriz.


Próprio da experiência místico-amorosa é a embriagues do amor que faz do místico um "louco de Deus" como eram São Francisco de Assis, Santa Tereza d’Ávila, Santa Xênia da Rússia e também Rumi. Num poema do Rubai’yat diz: "hoje eu não estou ébrio, sou os milhares de ébrios da terra. Eu estou louco e amo todos os loucos, hoje".


Como expressão desta loucura divina inventou a sama a dança extática. Trata-se de dançar girando em torno de si e ao redor de um eixo que representa o sol. Cada dervixe girante, assim se chamam os dançantes, se sente como um planeta girando ao redor do sol que é Deus.


Dificilmente na história da mística universal encontramos poemas de amor com tal imediatez, sensibilidade e paixão que aqueles escritos pelo islâmico Rumi. É como uma fuga de mil motivos que vão e vêm sem cessar. Num poema de Rubai-yat canta: "Tu, único sol, vem! Sem Ti as flores murcham, vem!. Sem Ti o mundo não é senão pó e cinza. Este banquete e esta alegria, sem Ti, são totalmente vazios, vem!".


Um dos mais belos poemas, por sua densidade amorosa, me parece ser este, tirado do Rubai’yat: "O teu amor veio até meu coração e partiu feliz. Depois retornou, vestiu a veste do amor, mas mais uma vez foi embora. Timidamente lhe supliquei que ficasse comigo ao menos por alguns dias. Ele se sentou junto a mim e se esqueceu de partir".


A mística desafia a razão analítica. Ela a ultrapassa porque expressa a dimensão do espírito, aquele momento em que o ser humano se descobre a si mesmo como parte de um Todo, como projeto infinito e mistério abissal inexprimível. Bem notava o filósofo e matemático Ludwig Wittgenstein na proposição VI de seu Tractatus logico-philosophicus:"O inexeprimível se mostra, é o místico". E termina na proposição VII com esta frase lapidar: "Sobre o que não podemos falar, devemos calar". É o que fazem os místicos. Guardam o nobre silêncio ou então cantam como fez Rumi, mas de um modo tal que a palavra nos conduz ao silêncio reverente.


Seu impacto na filosofia, literatura, misticismo e cultura, foi tão profundo que por toda a Ásia Central e países Islâmicos quase todos os sábios religiosos, místicos, filósofos, sociólogos e outros, refletiram sobre seus versos durante muitos séculos.



Omar Khayyam


Nasceu em Naishápúr (Nishapur), cidade do Nordeste da Pérsia (Irã), em 1048, e morreu em 1131. Durante sua vida, tornou-se famoso por seus conhecimentos de matemática e astronomia, especialmente por sua contribuição para a reforma do calendário Persa. Mas hoje o nome de Khayyam é lembrado por sua poesia.


No ocidente, ficou conhecido primeiramente nos países de língua Inglesa devido à tradução realizada por Edward Fitzgerald, em 1859, de sua obra principal, O Rubaiyat.


Rubaiyat é o plural da palavra persa ruba'i, que designa uma pequena composição em verso composta por duas linhas, cada uma delas com uma quebra, que transforma assim essas duas linhas em quatro versos. É uma forma poética original típica da literatura persa medieval. As Rubaiyat tornaram-se muito populares, mas também foram cultivadas por poetas eruditos e filósofos, como Omar Khayyam.


A filisofia de Omar Khayyām era bastante diferente dos dogmas oficiais. Concordou com a existência de Deus mas se opôs à noção de que cada acontecimento e fenômeno particular era o resultado de intervenção divina. Em vez disso ele apoiou a visão que leis da natureza explicam todos fenômenos particulares da vida observada.


• Pela ajuda de Deus e com a ajuda preciosa dele, digo eu que a Álgebra é uma arte científica. Os objetos com que ela transaciona são números absolutos e quantidades mensuráveis que, entretanto eles sendo desconhecidos, são relacionados a "coisas" que são conhecidas, sendo que a determinação das quantidades desconhecidas é possível. Tal coisa ou é uma quantidade ou uma relação sem igual que só é determinada através de exame cuidadoso. Nas procuras da arte algébrica estão as relações das quais conduzem o conhecido ao desconhecido, descobrir que é o objeto de Álgebra como declarado acima. A perfeição desta arte consiste em conhecimento do método científico por qual determina os desconhecidos numéricos e geométricos.


- Tratado de Demonstração de Problemas de Álgebra" (1070)


• "Eu minha alma enviei para o espaço sem fim para um traço aprender nos destinos do além, minha alma devagar foi retornando a mim e me disse: eu sou o céu e o inferno também".


- Rubaiyat


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Poesias



...Ide para os vossos campos e jardins e aprendereis que o prazer da abelha consiste em retirar o mel da flor. Mas também a flor tem prazer em dar o seu mel à abelha. Pois para a abelha a flor é uma fonte de vida. E para a flor a abelha é mensageira de amor. E, para ambas, abelha e flor, o dar e o receber de prazer é uma necessidade e um êxtase.


Khalil Gibran


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Vem,



Te direi em segredo



Aonde leva esta dança.



Vê como as partículas do ar



E os grãos de areia do deserto



Giram desnorteados.



Cada átomo



Feliz ou miserável,



Gira apaixonado



Em torno do sol.



                                                            Jalaluddin Rumi


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Noite, silêncio, folhas imóveis;


imóvel o meu pensamento.


Onde estás, tu que me ofereceste a taça?


Hoje caiu a primeira pétala.


Eu sei, uma rosa não murcha


perto de quem tu agora sacias a sede;


mas sentes a falta do prazer que eu soube te dar,


e que te fez desfalecer.


Acorda... e olha como o sol em seu regresso


vai apagando as estrelas do campo da noite;


do mesmo modo ele vai desvanecer


as grandes luzes da soberba torre do Sultão.


Omar Khayyam


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Desejo a todas uma ótima semana.
 
A Deusa que habita em mim acolhe a Deusa que habita em Ti.
Nefer El Amar

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O centésimo macaco


A pequena história a seguir, nos mostra, de forma simples, como se formam os arquétipos e como a natureza humana pode se modificar para mudar o meio. Prova que o Meio é Produto do Homem e não ao contrário.

Então se você quer mudar o meio mude a sua forma de pensar e agir. Ou, como disse Bhuda, sejamos a mudança que queremos ver.

No princípio, mudança de atitude ou comportamento é difícil, mas conforme vai crescendo o número de pessoas que mudam, torna-se progressivamente mais fácil para outras pessoas fazerem o mesmo, e não só mudarem por influência direta.

"Quando um número crítico de pessoas transforma sua maneira de pensar e agir, a cultura também se transforma e uma nova era se inicia."

.O Milionésimo Circulo.


O centésimo macaco: um mito contemporâneo

O Centésimo Macaco é o nome de um novo mito. Trata-se de história que apareceu, é repetida e serviu de tema literário apenas nos últimos vinte anos. Tem origem muito recente e, no entanto, como o mito grego a respeito da Guerra de Tróia não está claro onde terminam os fatos e começam as metáforas. A história se baseia em observações científicas sobre colônias de macacos no Japão. A versão mais amplamente difundida escreveu-a por Ken Keyes Jr., que apresento a seguir em forma condensada e parafraseada.

Ao longo da costa do Japão, os cientistas estudam colônias de macacos habitantes de ilhas isoladas, há mais de trinta anos. Para poder manter o registro dos macacos, eles colocavam batatas doces na praia, para que os animais as comessem.

Os macacos saíam das árvores para pegar as batatas e, assim, expunham-se a ser observados com total visibilidade. Um dia, uma macaca de 18 meses chamada ‘Imo’ começou a lavar a sua batata no mar, antes de comê-la. Podemos imaginar que seu sabor tornava-se assim mais agradável, pois o tubérculo estava livre da areia e do cascalho e, talvez, ligeiramente salgada.

Imo mostrou aos outros macacos de sua idade e à sua mãe como fazer aquilo; os animais jovens mostraram às próprias mães e, aos poucos, mais e mais macacos passaram a lavar as batatas em vez de comê-las com areia e tudo.

No princípio, só os adultos que tinham imitado seus filhos aprenderam o jeito novo; gradualmente, outros também adotaram o novo procedimento. Um dia, os observadores perceberam que todos os macacos de determinada ilha lavavam suas batatas doces.

Embora isso fosse significativo, o que foi ainda mais fascinante de registrar foi que, quando essa mudança aconteceu, o comportamento dos animais nas outras ilhas também mudou: todos eles agora lavavam suas batatas, e isso apesar do fato de que as colônias de macacos das outras ilhas não tinham tido contato direto com a primeira.

Ali estava uma validação para a teoria do campo morfogenético: era possível explicar dessa maneira o que acontecera. O “centésimo macaco” foi o hipotético e anônimo macaco que virou o jogo para a cultura como um todo: aquele cuja mudança de comportamento assinalou ter sido alcançado o número crítico de macacos que modificaram sua conduta, e após o qual todos os animais de todas as ilhas passaram a lavar as suas batatas.

O Centésimo Macaco é uma alegoria da Nova Era que oferece esperança às pessoas que trabalham para operar mudanças em si mesmas e salvar o planeta, às vezes duvidando de se seus esforços individuais, afinal de contas causarão alguma diferença. Como mito, o Centésimo Macaco é declaração que reafirma o compromisso de trabalhar por alguma coisa.

Além de falar àqueles que se percebem intimamente motivados a fazer diferença no mundo externo, o Centésimo Macaco é também metáfora para o que se desenrola dentro da psique individual. “No mundo interno, fazer é tornar-se: se repetimos vezes suficientes um comportamento motivado por uma atitude ou princípio, ao final de um tempo terminaremos tornando-nos o que fazemos.”

Fragmento de “Os Deuses e o Homem: uma nova psicologia da vida e dos
amores masculinos” de Jean Shinoda Bolen, editora Paulus, 2002, pág. 430-434


É a partir daí que Jean Shinoda Bolen, M. D.,apresenta o tema em seu livro O Milionésimo Círculo, que descreve o potencial das mulheres (e homens interessados) em mudar nosso rumo ao criar um novo padrão para uma era pós-patriarcal.
A chave de transformação seriam os Círculos de Mulheres, encontros que fazem emergir a sabedoria coletiva de que precisamos agora, para que haja uma integração entre o yin que evoca a conexão com o sagrado feminino e o yang (masculino).

O Círculo pode ser de dança, de cura, de irmandades, de costuras, de discussões temáticas, enfim, existem infinitas possibilidades da criação desse espaço de troca, confiança e conexão. Jean Shinoda afirma que “cada círculo é uma recuperação da forma arquetípica que emerge de cada Círculo de Mulheres que já existiu e cada Círculo, por sua vez, agrega energia ao campo arquetípico que tornará mais fácil a criação do próximo”.

Essa teoria explica o porquê da Dança do Ventre estar despontando como expressão artística em todos os países do mundo, com inúmeros círculos de mulheres, conscientes ou não do significado arquetípico desta dança, mas evocando Arte e beleza através da mesma."O círculo é um princípio e também uma forma... Sentada em um círculo, cada mulher tem uma posição espacial que é igual a cada outra. Ela assume sua vez e o círculo gira, ela fala e é ouvida (...).



A idéia de um círculo de iguais é mantida como uma intenção comum. Cada mulher se compromete a desenvolvê-la e a mantê-la, para si própria e para o círculo. Cada mulher no círculo tem importância para si mesma e para o círculo. Cada mulher contribui com a sua presença, e quando ela fala, pelo que ela discerne e compartilha."





 

Muita Luz e Paz no coração!
Nefer el Amar